terça-feira, 12 de abril de 2016
Não espere que eu aceite ou entenda, cuspo em sua força, desprezo suas palavras de merda, você é nada, jamais será,
Homens covardes, ainda acreditam que possuem algum tipo de superioridade, onde está, que não enxergo?
-Ela tem falta de rola...
Mas querido, se você possui uma no meio de suas pernas e permanece sendo um perfeito idiota, porque imagina que a vida de uma mulher se baseie na necessidade do seu membro?
Aprenda que seu corpo é tão objeto quanto o de qualquer pobre mulher desesperada, você nada representa além de uma gozada sem dia ou retorno, na verdade se você for capaz de fazer uma mulher sentir prazer, porque a maioria é completamente incapaz, e as tolas mulheres acreditam que devem fingir, para que ele não se sinta mal.
Ao contrário, é tempo de expor a incapacidade de um homem de dar real prazer, precisam aprender que suas línguas devem ser macias e delicadas e não britadeiras que arrebentam, que seu tão venerado falo precisa de alguém atrás que saiba usá-lo. Pobres senhores, com tanto a aprender, tão incapazes.
segunda-feira, 21 de março de 2016
INCOERÊNCIA
Odeio cada segundo da sua existência.
Sua incoerência sua maldade.
Suas gravuras mortas, seus pedais, distorção, gemidos vazios.
Corre, ignora, finge que nunca existiu.
Entre taças de vinho e quilômetros venera um rio.
Sua boca devorada por vermes
Sua voz subterrânea me atinge.
A incoerência da sua presença. Nem existe.
Não olha nem diz bom dia, atravessa a rua e faz que não vê, palavras vazias que escorregam sem cores.
Eu poderia pelo improvável rumo da vida,
beijar teu pescoço até que a próxima lua morresse.
Mas sem olhos sem calor, você corre como louco para ser detestado,
para ser desejado.
Minhas pernas esperam, mãos frias.
Sem tempo, vontade ou coragem
Uma brincadeira de mau gosto.
Ficou gravado nos tendões vibrando como cordas da guitarra que grita e ri.
Veias que esperam enfim
um pequeno momento correrem abertas livremente.
Sorrindo diria seu nome pela última vez
sem nunca ter sentido teu amargo sabor.
Sua inegável couraça, blindado.
Sou frágil amor!!
Não me toque, me machuque,
ria da minha inocência que queima
brinque com suas palavras
me faça acreditar.
segunda-feira, 7 de março de 2016
NÃO LEMBRA
Botinas molhadas, frio de cortar, nem se lembra mais de comer, não se lembra de quase nada.
Anda sem encarar as máscaras pela rua, queria um cigarro.
Um copo de vinho pra aquecer o espírito congelado.
Corpo congelado.
Agradece e atravessa a rua, desvia, evita, não precisa mais esperar a raiva passar, pode odiar, pode querer, mas não lembra.
Não se lembrou de dar o beijo, sem tempo agora, ele esqueceu.
Agora pode se deitar na pedra fria, nem lembra.
A chuva levou embora a coragem, mas ele não se lembra.
Não lembra que entregou a sua vida, não quer lembrar que ela riu, não quer lembrar que ela não acreditou.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
MAR DE TRISTEZA
Escuto o silencio da existência sem a voz rouca e maravilhosa que me chamava de sunshine quando me dizia bom dia.
Seus cigarros apagados, as mãos caídas, quando Sea of Sorrow tocar, não vou mais ouvir porque era sua.
Com olhos de diamante sorria quando chorava, e a eletricidade que corria em seu corpo te arrastou, direto pra lugar nenhum
Essa escuridão que me invadiu, porque amigo amado,...você era brilho sem fim...
Os dias serão menos cheios de esperança,
Mesmo léguas não faziam sentido porque estava sempre com seu ombro distante aqui...
Eu vou sim, sentir esse pesar, vou continuar a chorar, vou querer esquecer....amigo amado....não ousari perguntar porque....seu destino você dizia, com a voz nublada em álcool. Seria logo, sabia, não conhecia a felicidade, inevitável, incontrolável.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
sem chance.
Saia curta arrastando os pés em chinelos rasteiros,
a fumaça do cigarro, as buzinas as cantadas vulgares, ela nem ligava,
andava, entorpecida, com a música que gritava nos ouvidos palavras que machucavam , queria se manter assim,talvez de noite ela se cortasse, se drogasse, talvez,
Ela já não esperava pelo homem,
as palavras seduziram , se perderam com a velocidade de um raio, brinquedos perigosos. facas eram mais seguras que um poema, um poema de olhos azuis, uma brincadeira sem relevância,
Ela esquecia, não importava mais, nem eram mais azuis.
A mão tremia com a brasa esperando que o vento apagasse.
Mostrou o dedo para o motorista do caminhão,
Mais um! Que se dane essa porcaria toda.
A ponte estava perto, o rio correndo chamava para o salto, ela sentia dores de estômago em pensar,
ia sentar ali, ia saltar ali, ia esperar.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
É o fim, é certo.
As coisas mudaram, dores gigantescas me dominam, estou chegando lenta e dolorosamente ao meu momento final, um alívio!
Cansada de correr, perder, amar e continuar vazia, Deixarei nada menos que nada por aqui, pouco importa, os amores que vivi, ou não, nada mais serão que espaços vazios em uma dimensão desconhecida, quem sabe?
Agora vou deixar que tudo apodreça de forma gradativa, meu corpo, minha alma, meus sentimentos.
Sentimentos, foi tudo o que carreguei ao longo dessa existência suja e desagradável, sentimentos me corromperam, me fizeram querer ser melhor, me destruíram.
O pior que pode haver na vida de uma criatura perdida é sentir, coisa que te arrasta e te faz rastejar como um verme que procura por algo que nunca vai encontrar, sentimentos e desejos que consumiram o corpo e a fizeram doente, sem forças para tentar mais uma vez.
A última talvez, com certeza a mais dolorosa das vezes, dor que vai acabar.
Os carros na rua, a indiferença nos rostos, perdendo a razão de maneira irreversível, que seja, que tudo acabe em lama e lágrimas, nada pode ser mais certo que isso.
Logo irá, e está feliz por saber, logo tudo será pó, sem lembranças, sem dor, sem desejo que queima, sem perder mais uma vez.
Alívio.



